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  1. #41

    Chico Mendes






    Chico Mendes

    Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes) nasceu em 1944, no estado amazônico do Acre. Ainda criança de nove anos, envereda pela profissão a que já estava destinado à nascença, seringueiro, ou seja, a extrair e tratar a borracha (látex), principal produto do estado e meio de sustento da sua e da maior parte das famílias da região, quase todas oriundas do Nordeste.

    Na sua condição social, o seu destino não podia ter sido outro. Todavia, Chico Mendes não deixou de ter uma visão do mundo que se estendia para além do seringal e uma perspectiva do trabalho e seus direitos muito mais alargada que os seus companheiros de profissão.

    Neste sentido, desde os anos 70 que Chico Mendes mobilizava os seringueiros para preservarem o seu "ganha-pão", a floresta virgem amazônica contra o seu desbaste para criação de espaços abertos para a pecuária extensiva.

    A resistência assentava num plano simples e eficaz: o impedimento dos desbravamentos através da colocação dos seringueiros e suas famílias entre as moto-serras e as árvores. Em meados da década de 80, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (Acre), abrangendo quase somente trabalhadores da borracha.

    No ano de 1985, fundou o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Homem tolerante e diplomático, encetou diálogos proveitosos entre os índios e os seringueiros, dois grupos desde sempre avessos, mas reconciliados por Chico Mendes, que inspirou mesmo a criação de uma associação cívica denominada de "Povos da Floresta".

    Chico Mendes defendia o desenvolvimento racional e equitativo da floresta, considerando não ser preciso considerá-la um santuário intacto se não se avançasse para a sua devastação. A sua atividade sindical e, numa esfera mais alargada, de defesa da floresta da Amazônia e seus ecossistemas naturais, bem como dos seus habitantes de várias raças (índios, brancos, mestiços, negros), tornaram Chico mundialmente conhecido, tanto mais que a sua luta colidia com interesses instalados (governamentais, particulares e multinacionais) e prepotentes, apoiados muitas vezes na lei do "senhor da terra".

    Os fazendeiros, grandes e poderosos latifundiários, com avultadas fortunas e meios paramilitares e de segurança agressivos (os jagunços) nunca simpatizaram com as iniciativas e reivindicações de Chico Mendes e seus companheiros, várias vezes os ameaçando e coagindo no sentido de manterem a Amazônia como sempre estivera, à mercê da sua cupidez e desbaste.

    A fama de Chico Mendes granjeou-lhe amizades e prêmios internacionais, como o Global 500 das Nações Unidas (Londres, 1987) e o Ted Turner´s Better World Society (EUA, 1987). No ano seguinte, participaria ainda na reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), em Washington, EUA.

    Para além destas distinções e apelos internacionais, uma miríade de artigos e reportagens nos mais diversos meios de comunicação propagavam o nome e a causa de Chico Mendes por todo o planeta, mobilizando o mundo inteiro para a defesa da Amazônia.

    Fez inúmeras viagens e empreendeu uma série de reuniões ao mais alto nível, cativando simpatias e apoios. Conseguiu mesmo, na reunião do BIRD, impedir a construção de uma estrada transamazônica no Acre que poria em perigo a floresta, os habitantes e as suas atividades produtivas ancestrais, em harmonia com a natureza.

    Muitos bancos e instituições científicas, ambientalistas ou humanitárias internacionais aplaudiram-no, o mesmo fazendo o Congresso americano.

    Todavia, no seu Brasil e, mais concretamente, no seu Acre natal, os ódios e juras de morte contra Chico eram cada vez em maior número, com a sua cabeça a prêmio entre os fazendeiros, madeireiros ou ganadeiros, embora talvez estes fossem a máscara de forças ainda mais poderosas.

    Desde há muito, no entanto, que previa a sua morte brutal, consciente dos perigos e ódios que desencadeava na sua luta e os impedimentos de abate florestal. De fato, às 18 horas e 45 minutos de 22 de Dezembro de 1988, à porta da cozinha da sua casa em Xapuri, Acre, (primeira foto acima) Chico Mendes era assassinado a mando de um fazendeiro, de seu nome Darli Alves da Silva.

    O executante foi o filho deste, Darci, que disparou à queima-roupa uma espingarda de caça. Morria aquele a quem já apelidaram de "Gandhi dos trópicos", uma personalidade carismática e empreendedora que o Brasil só descobriu verdadeiramente depois da sua morte atroz. A sua consciência ecologista era notável, ainda que de nada lhe tenha valido. Numa mensagem de despedida escrita em 5 de Dezembro de 1988, antevendo o seu fim trágico, feito de forma cobarde e odiosa, escreveu:

    "Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta. Quero apenas que o meu assassinato sirva para acabar com a impunidade dos jagunços, sob a proteção da Polícia Federal do Acre e que, de 1975 para cá, já mataram mais de 50 pessoas".

    Acusou uma série de autores de homicídios e "justiças de fazendeiros", ainda que a Polícia Federal não tenha usado tais informações, que acabariam por se provar com a morte de Chico.



    Postado por Maria José Speglich.
    Em 22 de dezembro de 2009.



  2. #42

    Experimentando os sabores da Amazônia







    Experimentando os sabores da Amazônia


    Promovido pelo Planeta Sustentável, o cruzeiro acima do rio Negro, na Amazônia, tem como proposta não só trazer à pauta o debate sobre o desenvolvimento sustentável na região, como também proporcionar aos seus participantes uma experiência única de convivência com a floresta.

    O paladar é um sentido muito importante para sensibilizar o público visitante quanto à excentricidade tipicamente brasileira presente na Amazônia. Por isso, o chef Cláudio Procópio é um convidado especial nessa expedição: ele vai apresentar as delícias locais – dentre elas frutas e licores – para que todos possam degustar e experimentar a floresta por meio de outro ponto de vista.

    Antes de chegar a Manaus, Procópio passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Itaparica. A bordo do navio Grand Amazon, seu desafio é conciliar sua trajetória e experiências à matéria-prima típica da Amazônia: os peixes, adaptando sua culinária e criando novos pratos.

    Lançado pela Editora Senac, o livro “Culinária Amazônica: o sabor da natureza” traz diversas receitas elaboradas pelo chef, desde salgados a doces e bebidas. Uma delas – que por sinal parece ser muito boa - reproduzimos abaixo:




    CREME DE AÇAÍ

    INGREDIENTES - 2 pessoas

    2 ovos,
    100ml de leite,
    200g de açúcar,
    200g de leite condensado,
    2 colheres (chá) de amido de milho,
    1 lata (300g) de creme de leite,
    300g de polpa de açaí (da fruta fresca)

    MODO DE FAZER:

    Coloque a polpa de açaí em uma panela. Acrescente o creme de leite, o leite e o leite condensado. Deixe ferver por 5 minutos. Retire do fogo, deixe esfriar por 10 minutos, acrescente os ovos batidos e o açúcar. Adicione o amido de milho. Misture bem. Coloque em uma vasilha e leve ao congelador por 1 hora.

    APRESENTAÇÃO:

    Coloque em tigelinhas individuais e salpique tapioca por cima da musse.

    Ana Luíza Vastag.
    Planeta Sustentável - 17/03/2012 às 17:00



  3. #43

    Em Cantos da Amazônia







    Em Cantos da Amazônia


    A empresa de turismo Em Cantos da Amazônia e a Pousada Bela Vista compartilham com os visitantes as belezas naturais, a tranquilidade local e os Encantos da Amazônia em um município à frente do Majestoso Rio Negro, aprox. 180km de Manaus.

    A Em Cantos da Amazônia oferece atividades e passeios personalizados para cada pessoa ou grupo, suprindo as necessidades e desejos que cada um tem ao conhecer este paraíso Amazônico.

    Guia o visitante por belas trilhas na mata, por paisagens exuberantes no Arquipélago e Parque Nacional de Anavilhanas, por comunidades ribeirinhas no Parque Nacional do Jaú e Em Cantos da Amazônia onde é possível vivenciar as maravilhas deste mundo de riqueza natural.




    A Pousada Bela Vista oferece as melhores acomodações em um local charmoso e aconchegante bem à frente do Rio Negro com uma vista que encanta a todos que por aqui se hospedam.

    Temos uma ótima área livre de lazer onde as Iguanas e pássaros passeiam livremente em harmonia com os visitantes. Possui estacionamento, quartos com televisão, frigobar e banheiro.

    Em conjunto com a Em Cantos da Amazônia, a Pousada Bela Vista oferece ao turista tudo o que ele necessita para conhecer de uma maneira prazeirosa as maravilhas de Novo Airão e do Rio Negro.

    Contato:
    Em Cantos da Amazônia - Avenida Getulio Vargas N. 47, Centro.



  4. #44

    Encantos da Amazônia em Alta Floresta







    Encantos da Amazônia em Alta Floresta

    Em uma região onde existem quatro tipos de ecossistemas, o município de Alta Floresta, no Mato Grosso, a cerca de 830 quilômetros de distância de Cuiabá, se destaca por apresentar o encontro da floresta tropical com o cerrado: ali começa a Amazônia.

    A cidade é um dos principais pontos turísticos da região amazônica e conta com boa infraestrutura hoteleira. Além disso, possui rica fauna: macacos, antas, cervos e mais de 400 espécies de aves que vivem ali harmoniosamente.

    Atrações turísticas não faltam, já que Alta Floresta pertence ao novo Pólo de Ecoturismo da Amazônia. O motivo para este posto de destaque são os inúmeros atrativos únicos e diferenciados.

    Como o Parque Estadual Cristalino, o sítio arqueológico da Pedra Preta, o rio Teles Pires, com a cachoeira de Sete Quedas e corredeira dos Andradas, o Lago Azul, e os rios Cristalino, São Benedito e Azul.

    Com uma rica diversidade, realizar turismo de aventura na cidade é quase obrigatório. Arvorismo, rapel, expedições pela floresta, visita a grutas e cachoeiras, canoagem e canionismo são algumas das atividades de aventura que atraem os visitantes.

    Fonte: MTur

  5. #45

    Programa flora cristalino







    Programa flora cristalino


    O Programa Flora Cristalino é uma parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino, Royal Botanic Gardens, Kew (Reino Unido) e Fauna & Flora International, com o apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT–CUAF) e da Rio Tinto e o Cristalino Jungle Lodge.

    Este é o primeiro projeto de larga escala de levantamento florístico do sul da Amazônia, visando à preservação de sua diversidade vegetal ainda praticamente desconhecida e altamente ameaçada por desmatamentos e queimadas ilegais. Iniciado em 2006, o programa estudou a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Cristalino e o Parque Estadual Cristalino.

    Este programa visa à capacitação institucional na região e à preservação de sua diversidade vegetal, ainda praticamente desconhecida e altamente ameaçada por desmatamentos e queimadas ilegais.

    Dentre os expressivos resultados deste programa, destacamos o levantamento florístico de mais de 1.370 espécies de plantas, que contribuiu com a formação do primeiro Herbário da Amazônia Meridional, estando depositado na UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus Alta Floresta.

    Foram descobertas até agora, oito novas espécies para a ciência. Os dados foram incorporados aos Planos de Manejo da RPPN Cristalino e estão à disposição dos gestores do Parque Estadual Cristalino. Esta iniciativa irá agregar inestimável conhecimento sobre a biodiversidade do sul da Amazônia.



  6. #46

    Encantos da Amazônia






  7. #47

  8. #48

  9. #49

 

 

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