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  1. #1

    Empresas Sustentáveis







    As vantagens de ser uma empresa sustentável


    Ser uma empresa sustentável é uma via de mão dupla.

    Vemos com frequência nos veículos de comunicação notícias sobre a degradação ambiental e a atual situação do planeta. Várias informações são propagandas que nos incentivam a adotar atitudes sustentáveis.

    Se dentro de uma sociedade, cada um deve se atentar para as suas responsabilidades, com as empresas não é nada diferente. Ser uma empresa sustentável é uma via de mão dupla, pois ao mesmo tempo em que a empresa (ou cada pessoa) está contribuindo com a sociedade, ela também se beneficia.

    Uma gestão empresarial que adere a sustentabilidade está baseando-se em três fatores importantes:

    O social
    O ambiental,
    E o econômico.

    ▬ Social:

    Uma empresa exerce grande influência social e a partir do momento que se compromete a oferecer produtos, prestar serviços e adotar atitudes diferenciadas, deixa claro qual é a sua postura dentro da sociedade. Nessa mesma linha, a gestão empresarial sustentável tem um papel muito importante. A empresa serve de exemplo aos seus funcionários e aos seus stockholders de forma geral, que são motivados a mudar os seus atos e serem mais conscientes quanto ao meio ambiente.

    ▬ Ambiental:

    Toda empresa utiliza de maneira direta ou indireta os recursos naturais. A partir do momento que uma organização adota uma postura sustentável, ela passa a utilizar estes recursos de maneira mais racional. Algumas atitudes, por mais que pareçam pequenas, podem ajudar a diminuir diversos impactos ambientais.

    ▬ Econômico:

    Do ponto de vista econômico, ser uma empresa sustentável pode ser também bastante lucrativo. A começar pelos recursos naturais, se você utilizá-los da melhor maneira, pode ter menos gastos, ou se passa a reaproveitar alguns materiais, também pode evitar desperdícios. Sem contar que hoje o governo já oferece para as empresas sustentáveis diversos incentivos fiscais como a facilidade de créditos e a isenção de determinados impostos.

    ▬ E a sua empresa, é sustentável?

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  2. #2

    Sustentabilidade é Essencial Para uma Boa Gestão








    Coloque-a em Prática!


    À medida que cresce a importância da sustentabilidade na sociedade atual, as empresas têm de, cada vez mais, olhá-la com um carinho especial. E aqui não se fala somente na sustentabilidade da empresa no quesito financeiro, mas também no respeito ao meio ambiente e à sociedade em geral.

    No futuro, os consumidores estarão olhando ainda mais para o quesito ecológico e tudo leva a crer que comprarão apenas de empresas que se enquadrarem nesse perfil. É importante que as empresas vejam essa tendência e assumam certos compromissos com o planeta, mas não apenas da boca pra fora, apenas para levar o crédito, o já famoso “GreenWashing”, não, REALMENTE assumam os compromissos!

    Diante desee cenário, o site CicloVivo postou seis dicas para auxiliar empresas que desejam colocar a sustentabilidade em prática, , criadas pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Confira abaixo detalhes sobre cada uma delas:

    Identificar impactos negativos ao meio ambiente

    Fazer um mapeamento das atividades da empresa que possam gerar impactos negativos ao meio ambiente é fundamental para tratá-los de forma planejada, estabelecendo metas para eliminar, minimizar ou compensar tais consequências. Entre esses impactos podem estar consumo não controlado de água, energia elétrica e papel; bem como o descarte incorreto de sobras de produção, lixo, lâmpadas fluorescentes, cartuchos de impressora e embalagens.

    Prevenir-se constantemente

    Estar preparado para eventuais acidentes ou situação de emergência na empresa é essencial para evitar ou abrandar seus impactos no meio ambiente e até mesmo na sociedade. Uma ação planejada e eficiente ajudar a conter esses imprevistos. Neste sentido, recomenda-se realizar treinamentos de situações emergenciais e documentar seus resultados, para saber qual o nível de preparação da empresa para estas ocasiões.

    Comunicar a sociedade de forma transparente

    Informar com clareza os possíveis impactos ambientais de seus processos, produtos e instalações, assim como as políticas e resultados das ações empreendidas, demonstram transparência e responsabilidade, gerando maior credibilidade junto à sociedade. Para isso, é preciso definir as informações que devem ser divulgadas e os canais utilizados.

    Conhecer a legislação vigente

    A organização precisa estar ciente da legislação ambiental para a área em que está localizada. Para assegurar o atendimento às leis, é importante que a empresa se mantenha atualizada em relação às exigências legais aplicáveis aos seus serviços, produtos, processos e instalações. Assim, torna-se mais fácil tratar pendências e evitar eventuais sanções.

    Contribuir para o desenvolvimento sustentável

    Empreender iniciativas sustentáveis, de forma voluntária, faz com que a empresa se destaque das demais e construa uma imagem positiva perante o mercado e a sociedade. Para isso, é interessante desenvolver parcerias para a implantação ou apoio de ações que contribuam para a solução de grandes problemas mundiais, tais como: aquecimento global, redução da camada de ozônio, mudanças climáticas, preservação e/ou recuperação de ecossistemas, minimização do consumo de recursos renováveis, reciclagem e reutilização de materiais, etc.

    Conscientizar colaboradores e parceiros

    À medida que uma organização incorpora práticas de gestão sustentável, torna-se importante que ela atue como multiplicadora dessas ações. Dessa forma, cabe conscientizar e envolver colaboradores e parceiros na causa, incentivando-os a participar de ações ambientais.

    Fujiro Ecotêxtil.




  3. #3

    Dinheiro do Investidor







    Como cultivar uma carteira verde

    Investir em empresas que se preocupam com sustentabilidade é uma tendência, mas descobrir quais são elas não é uma missão fácil. Saiba por onde começar. Os bancos representam 55,8% do ISE e têm políticas de crédito que incentivam empresas sustentáveis. Ao tomar uma decisão de investimento.

    A primeira ideia que vem à mente de um indivíduo é a de quanto ele poderá ganhar com essa operação. A segunda é em quanto tempo ele ganhará. A terceira é até quando ele deverá permanecer com tal investimento.

    Até aí, nada de anormal. Afinal, não é crime querer obter o melhor rendimento em uma aplicação financeira. A diferença é que, de uns tempos para cá, o capitalismo egoísta e impiedoso abriu espaço para novas susvariantes muito mais brandas e vistosas aos olhos da sociedade.

    Empresas de capital aberto que investem em sustentabilidade empresarial, ambiental e social são cada vez mais observadas pelo mercado e despertam a curiosidade dos investidores. Eles, com razão, querem saber o que há de tão sustentável em tais companhias e por que devem investir nelas.

    Se fizerem boas escolhas na bolsa, poderão ajudar a mudar o mundo para melhor, imaginam.

    - Será?

    O economista Adam Smith, em seu A Riqueza das Nações, já dissertava no século XVII sobre isso."Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo muitas vezes promove o interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tenciona realmente promovê-lo."

    Investir em companhias cujo impacto ambiental e social é mitigado por ações de sustentabilidade é uma das formas, ainda que egoísta, de amenizar o sentimento de culpa pela progressiva deterioração do planeta, pelas diferenças sociais e pelos demais males que assolam a humanidade.

    Mas como escolher uma companhia que mereça as suas economias?

    O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) é a referência da BM&FBovespa para as empresas consideradas sustentáveis. Foi elaborado pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo e leva em conta parâmetros de liquidez, transparência, governança corporativa e ações ambientais.

    Ao todo, é composto por 29 empresas, como Braskem, Natura, Eletropaulo, Cemig, Gerdau e Banco do Brasil. Atualmente, o Itaú Unibanco ocupa a parte majoritária da carteira do índice, compondo 28,6% da carteira. O Bradesco vem em segundo lugar, correspondendo a 22,2%. Juntos, os bancos representam 55,8% da carteira do ISE. O índice acumula 29% de rentabilidade em 2009, abaixo dos 45% do Ibovespa.

    Para fazer parte do ISE, a burocracia é grande. É preciso responder a inúmeros questionários e comprovar cada resposta com evidências físicas do que está sendo feito de sustentável em uma empresa. "O mais difícil é a empresa estruturar a maneira de provar para a bolsa o que está sendo feito de sustentável.

    Os bancos saem na frente porque têm orçamento maior para investir nisso", avalia Ricardo Almeida, professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). Apesar de ser uma ferramenta comparativa útil para os gestores de fundos socialmente responsáveis, o ISE não é uma unanimidade e gera discussões sobre as atividades das empresas que o formam. Até novembro de 2008, a Petrobras constava na carteira do índice.

    A gigante brasileira é uma grande incentivadora cultural, adota boas práticas de governança corporativa e investe grandes quantias em obras sociais. Mas como a extração e o refino de petróleo é uma atividade poluente e o combustível não é renovável, o setor é muito criticado pelos ambientalistas. Uma polêmica envolvendo o teor de enxofre no combustível da Petrobras acabou resultando em sua exclusão do ISE. A empresa continua sendo a principal ação no Ibovespa.

    Outro exemplo controverso é a VCP, que faz parte do índice e tem uma forte política de reflorestamento. Ao comprar recentemente a Aracruz, a VCP pagou o valor mínimo por ação a seus minoritários, que se queixaram de pouca transparência e governança corporativa ruim.

    A Embraer também faz parte da carteira sustentável da bolsa. Grande fabricante de aeronaves comerciais, a companhia também fabrica aviões militares.

    "É difícil considerar sustentável uma empresa que tenha ganhos expressivos no setor da guerra. Esse setor não é sustentável, assim como o de materiais fósseis e tabaco, por exemplo", explica o economista Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra.

    Ana Clara Costa.



  4. #4

    Importância do Conceito Para Negócios







    Empresas Sustentáveis
    Importância do Conceito Para Negócios

    Após séculos de exploração dos recursos ambientais e sociais do nosso planeta, a humanidade tem refletido a respeito da indispensável adoção de práticas que promovam o desenvolvimento econômico em equilíbrio com as necessidades da Terra.

    A partir dessa reflexão, a sociedade vem tentando se adaptar a esse novo conceito, chamado sustentabilidade, tão popular nos dias de hoje, mas que até pouco tempo atrás era conhecido por pouquíssimas pessoas.

    Hoje em dia, com a expansão desse ideal de desenvolvimento sustentável, as empresas estão cada vez mais se sentindo obrigadas a buscar práticas alternativas de produção e prestação de serviços que não prejudiquem o meio ambiente e que estejam de acordo com os preceitos de responsabilidade social.

    Assim, surge a sustentabilidade empresarial que é o conjunto de medidas tomadas pelas empresas em busca do lucro sem prejudicar o planeta, ou seja, as empresas passam a não se preocupar apenas com os ganhos, mas também com o respeito aos fatores ambientais e sociais envolvidos em todo o processo em que está inserida.

    Esse conceito tem ganhado tal importância que até mesmo o BM&F Bovespa (associação entre a Bolsa de Mercadorias & Futuros e a Bolsa de Valores do estado de São Paulo) tem buscado formas de incentivo às empresas para o emprego da sustentabilidade.

    Esse órgão criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial, que é uma análise comparativa do comprometimento das empresas listadas na Bovespa em questões de sustentabilidade socioambiental. Esse índice é, para as empresas, uma forma de despertar o interesse de novos investidores, socialmente e ambientalmente preocupados.

    Atualmente, a sustentabilidade empresarial não é um dos temas principais dentro das organizações, porém vem ganhando espaço a partir do conhecimento que os consumidores estão adquirindo a respeito desse assunto e da sua importância.

    As empresas interessadas em empregar a sustentabilidade empresarial no seu contexto realizam práticas relacionadas à otimização do uso dos recursos ambientais em suas atividades e a diminuição do seu impacto no meio ambiente.

    Além disso, muitas organizações estão criando projetos ligados à inclusão social e respeito às diferenças. Ou seja, as empresas estão abandonando o modo individualista de trabalho para começar a pensar no coletivo, no interesse de todos, hoje e no futuro.

    Fonte:
    Atitude Sustentável.
    JMA - Jornal Meio Ambiente.



  5. #5

    Por que não sustentável e lucrativo?







    Por que não sustentável e lucrativo?


    Sempre perguntei a pessoas próximas, afinadas com o tema, se não seria possível falar na adoção de critérios de sustentabilidade com argumentos puramente comerciais. Significaria usar a linguagem do lucro, dos ganhos financeiros, com os quais todos – sejam eles comerciantes, produtores ou empresários – se entendem muito bem e, invariavelmente, buscam nos seus negócios.

    16 300x180 Por que não sustentável e lucrativo?Todos nós sabemos, ou deveríamos saber, que o desenvolvimento sustentável é o único caminho possível diante do vertiginoso e crescente esgotamento dos recursos do planeta. Nesse sentido, já não são poucas as empresas que adotaram critérios de sustentabilidade em suas atividades.

    Muitas representam, inclusive, fortes exemplos reconhecidos pelo mercado. Parte desse reconhecimento acaba por se registrar na valorização de suas ações em índices como o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa) e o Dow Jones Sustainability (da principal bolsa norte-americana), cujo desempenho das empresas ali presentes é superior ao das integrantes do pregão normal.

    Ouvimos quase todos os dias que determinada empresa tem feito esforços para reduzir o seu consumo de água, energia e insumos. Outras investem no uso de energia limpa, trocam embalagens, aderem as práticas do comércio justo, apoiam o trabalho de comunidades, aplicam a logística reversa e o tratamento de resíduos, etc, etc, etc.

    São muitas e fundamentais iniciativas. Mas, normalmente quando vem a público, o comunicado dessas empresas, vem acompanhado de números que dão conta do enorme benefício que as medidas adotadas passaram a representar para a sociedade e para o meio ambiente e não para os negócios. Nas entrelinhas fica a mensagem de altruísmo empresarial desconectado de um benefício comercial direto.

    Ora bolas, isso contraria até mesmo a lógica do mercado. A realidade nos mostra que empresários querem bons resultados para os seus negócios em primeiro lugar. Mas quando a questão é falar de ações para a sustentabilidade parece que a visão hegemônica parte do princípio que são coisas diferentes. Qual o problema de ser bom para todos, inclusive para a própria empresa?

    Para o processo de disseminação do conceito de sustentabilidade, tal postura significa um grande obstáculo. Muitas organizações empresariais poderão raciocinar que, antes de partir para as “boas ações” sustentáveis, é preciso resolver outros problemas “mais importantes”.

    Uma visão errada e distorcida da realidade. Sustentabilidade deve ser entendida como algo muito positivo e, principalmente, para o futuro da atividade empresarial.

    Ao se alterar processos de produção e, por exemplo, conseguir uma relevante economia de água, o melhor seria dizer o seguinte:

    Economizamos X de água, portanto, nossa conta todo mês será de menos Y e por aí vai. Graças à certificação ambiental tal, melhoramos nossos processos, ganhamos mercado e nosso faturamento aumentou tantos por cento. Uma conta matemática simples de compreender, fácil de transmitir para um pequeno, médio ou grande empresário e muito útil para a causa da sustentabilidade. Uma boa ação para o planeta, para as pessoas e também para os negócios.

    Por que não?

    Daterra: exemplo de bom negócio em todos os quesitos. Na semana passada visitei a fazenda Daterra, em Patrocínio, Minas Gerais, a segunda maior produtora de café do Brasil e o que vi e ouvi foi exatamente a conjunção de fatores que faz brilhar os olhos de qualquer empresário: qualidade, sustentabilidade e lucratividade.

    “Se não for sustentável no lucro, consequentemente não será sustentável também para o planeta e o meio ambiente. A palavra sustentável prevê o conceito do tripple bottom line, os três lucros que são o ambiental, o social e o econômico.

    Portanto, nada que não dê lucro é sustentável”. Palavras do proprietário da fazenda, Luis Norberto Paschoal. Ele ainda vai mais além na análise tendo como base a sua atividade, “O plantio do café demora sete ou oito anos para dar lucro.



  6. #6

    Nas empresas não é igual?




    Nas empresas não é igual?

    Não é possível implantar a sustentabilidade e ganhar imediatamente. Mas depois de um período de investimento, os resultados aparecem”. Em resumo, hoje, ser sustentável é sim um fator de lucro para a Daterra! E, ao conjugar lucratividade e sustentabilidade, Paschoal serve de exemplo para qualquer empresário.

    Em 2003, a Daterra foi a primeira fazenda de café a receber o certificado da Rainforest Alliance, que observa uma série de rigorosos critérios sociais e ambientais, mas sem descuidar da viabilidade do negócio.

    Mais tarde, outras certificações vieram e com elas novos clientes fiéis, exigentes e dispostos a pagar um pouco mais. Hoje o café Daterra é um produto com grande valor agregado, vendas consolidadas para o exterior e um futuro cada vez mais promissor.

    Das resistências iniciais a exemplo de competência, os proprietários vizinhos da Daterra começaram a reconhecer os resultados do concorrente, muito superiores aos deles, e também passaram a se adequar à nova realidade e buscar certificações que lhes trouxessem ganhos associados ao aumento da qualidade e uma produção mais sustentável.

    Mauricio Voivodic, secretário-executivo do Imaflora, o parceiro brasileiro da Rainforest Alliance na certificação da Daterra, explica que o fenômeno não se restringe aos produtores de café de Minas Gerais. “As empresas que estão investindo em sustentabilidade são as que estão tendo ganhos de produtividade, de qualidade e aumentando sua parcela no mercado.

    Porque sustentabilidade trata também de relacionamentos mais duradouros, numa boa relação com seus fornecedores, clientes e trabalhadores. Tudo isso acaba por resultar em benefício econômico. É fundamental enxergar isso, principalmente nas séries históricas de longo prazo.”

    As mudanças no campo e o Código Florestal

    Mudar nem sempre é muito fácil e requer avaliar as questões culturais e comportamentais. Exemplos de negócios sustentáveis e lucrativos causam um efeito fantástico nos mercados em que estão inseridos. Mas não podemos também deixar de constatar que parte dessas mudanças virão, mais dia menos dia, por um outro caminho que não requer muita discussão ou debate: a sobrevivência.

    Para a presidente da Rainforest Alliance, Tensie Whelan, é preciso levar em conta os fortes sinais de mudanças que vêm do campo. “Nos últimos três a cinco anos, os agricultores tiveram muitos problemas com os recursos naturais. Falta de água, esgotamento do solo e aumento da contaminação e perceberam que é preciso investir em sustentabilidade para garantir a própria sobrevivência ”, afirma Whelan.

    Sinais tão claros e óbvios que deveriam repercutir mais facilmente nas discussões do Código Florestal. Para Luis Paschoal, o proprietário da fazenda Daterra, caso o novo projeto do Código Florestal seja aprovado, “será um desastre para o Brasil”.

    Ele explica, “não sou xiita, mas conversei com pessoas do setor. Nós aqui no Daterra, somos três vezes mais duros do que o Código atual. Essa votação absolutamente ignorante,vai comprometer o futuro do Brasil”.

    A convicção de Paschoal em relação ao Código ainda não ecoa com a mesma força que o exemplo de desenvolvimento sustentável da Daterra. Francisco Sergio de Assis, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado e vizinho da Daterra, apoia com entusiasmo o projeto do Código Florestal aprovado até aqui pela Câmara dos Deputados.

    Razões à parte, o caminho para o desenvolvimento sustentável, ainda está repleto de obstáculos e espinhos. Os argumentos, além dos problemas ambientais cada vez mais graves e persistentes, ainda não parecem ser suficientes para fazer com que as obviedades sejam enxergadas como tal.

    Até lá, resta-nos permanecer firmes no debate e mostrar aos empresários que ser sustentável, antes de ser bondade é questão de inteligência. Porque quando a sobrevivência restar como principal enfoque, muitas coisas boas já estarão irremediavelmente perdidas.

    Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital e colaborador da Envolverde.

    Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital.



  7. #7

    Nós preferimos as sustentáveis






    Os brasileiros dizem estar atentos aos investimentos das empresas em sustentabilidade.

    A “Pesquisa sobre Responsabilidade Social Corporativa”, produzida pela Nielsen e divulgada pela Época Negócios, apontou que 74% dos brasileiros estão dispostos a comprar produtos de empresas com programas sustentáveis.

    Estamos atrás da Colômbia (86%) e ao lado de Argentina e Peru, com 74% e 75%, respectivamente. Apesar de um número expressivo, o Brasil ainda está abaixo da média da região – 77% da população da América Latina prefere comprar produtos e serviços de empresas com programas de responsabilidade social.

    As empresas mais sustentáveis também são escolhidas para fazer investimentos e negócios – 70% dos investidores brasileiros preferem confiar suas apostas a companhias que se preocupam com a sustentabilidade.

    Mas quando se fala em salário, o cenário muda. Apenas 27% da população do Brasil estaria disposta a ganhar menos para trabalhar em uma empresa mais sustentável.

    Os argentinos apresentam um índice ainda menor, de 24%, e o México, maior, de 31%. Se a proposta dessas empresas sustentáveis não envolver salário, 71% dos brasileiros afirmam que prefeririam trabalhar em uma empresa socialmente responsável.

    Mas o resultado ainda está abaixo da média da América Latina (73%). No México esse índice é de 73%, enquanto no Chile chega a 75% e na Argentina a 68%.



  8. #8






    A pesquisa mostra também que 72% dos brasileiros afirmam que a sustentabilidade ambiental deve ser a causa mais importante das empresas. Em segundo lugar, com 70%, está a criação de empregos bem remunerados.

    Mas, na prática, a escolha de consumir ou não produtos de empresas sustentáveis pode ser um pouco diferente. Um levantamento feito em 2010 pela pesquisa TNS Research Internacional mostrou que a maioria das pessoas ainda não levava as questões de sustentabilidade em consideração na hora de fazer suas compras.

    - E você?

    Prefere comprar produtos de empresas sustentáveis? Preferiria trabalhar em uma empresa responsável, mesmo que o salário fosse menor?



  9. #9

    Galp entre as empresas mais sustentáveis





    A Corporate Knights colocou a Galp Energia na lista das 100 empresas mais sustentáveis do mundo.

    Galp entre as empresas mais sustentáveis do mundoA Galp Energia foi eleita como uma das 100 empresas mais sustentáveis do mundo pela canadiana Corporate Knights , que elabora anualmente aquele que é considerado o mais credível ranking de sustentabilidade corporativa do mundo, o “Global 100 Most Sustainable Corporations in the World”, cuja selecção de 2013 foi divulgada no World Economic Forum, em Davos, na Suíça.

    Esta é a primeira vez que uma empresa portuguesa integra o “Global 100”, sendo que, para além da Galp, classificada em 62º lugar, também o Banco Espírito Santo integrou a lista deste ano, ocupando a 97º posição. A Galp foi a quinta classificada do sector energético. No total, o ranking de 2013 engloba empresas de 22 países, em todos os continentes. As receitas conjuntas destas 100 empresas totalizam 3 biliões de dólares, o equivalente a 4,5% do PIB mundial. Estas companhias empregam mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.

    Os 15 critérios que determinam a lista final vão desde a produtividade na utilização de recursos (energia, carbono, água, produção de resíduos) à preservação de valores sociais, passando ainda por diversidade dos cargos dirigentes, percentagem de impostos pagos, objectivos financeiros, capacidade de inovação, nível de remuneração dos órgãos de administração, entre outros. O universo de partida da edição deste ano abrangeu cerca de 4.000 empresas.

    A recolha dos dados para o projecto é efectuada com recurso a informações disponibilizadas através da Bloomberg e publicadas pelas empresas, envolvendo posteriormente contactos directos com as 350 mais bem classificadas. Numa segunda fase, as empresas elegíveis são classificadas em relação aos seus pares do mesmo sector, de acordo com indicadores-chave de desempenho e com base nas tendências recentes de cada grupo de indústria.

    De acordo com a companhia lusa, a entrada da Galp neste ranking reconhece a integração das melhores práticas de sustentabilidade de forma coerente em todos os aspectos da vida da empresa que explicam igualmente a integração da Galp no “Dow Jones Sustainability Index”, outra das maiores referências globais em termos de práticas sustentáveis.

    Sexta, 25 janeiro 2013



 

 

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